Diocese de Cruz Alta divulga encaminhamentos da 43ª Assembleia

Durante dois dias, bispo, padres, religiosos e religiosas, lideranças paroquiais e diocesanas estiveram reunidos no Centro Diocesano de Formação Pastoral, para a 43ª Assembleia Diocesana de Pastoral realizada nos dias 07 e 08 de novembro. Dentre os assuntos apresentados e discutidos, embasados pelo 19º Plano Diocesano de Pastoral, visando a Iniciação à Vida Cristã como eixo integrador da ação eclesial, resultaram alguns encaminhamentos. Segundo o Coordenador de Pastoral, Pe. Aldecir Corassa, estes apontamentos feitos durante a assembleia , e divulgados na reunião extraordinária da EDIPA, realizada no dia 28/11, deverão ser colocados em prática a partir do próximo ano.

1.Formação permanente dos agentes envolvidos na Iniciação à Vida Cristã: “É preciso promover uma metodologia capaz de envolver as pessoas no saber, sentir, optar, viver, fazer e ser cristãos” (Doc. 107, n. 191). O Curso de Lideranças da Diocese está organizado nesta perspectiva. Nas regiões pastorais e paróquias, a realização de encontros, cursos e palestras é uma necessidade. Assim, acontecerá, em 26 de agosto de 2019,o encontro diocesano de agentes evangelizadores.

2.Fortalecer ou constituir o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) -As orientações principais referentes ao Conselho Paroquial de Pastoral estão nas Normas Pastorais da Diocese de Cruz Alta. O CPP é uma exigência indispensável na articulação da ação evangelizadora para possibilitar a corresponsabilidade e comunhão eclesial.“A conversão pastoral supõe considerar a importância dos processos participativos de todos os membros da comunidade paroquial” (Doc 100, n. 290).  Assuntos relevantes são colocados em pauta, tanto para aprofundamento como para tomada de decisões. Todo encontro deverá iniciar com a Leitura Orante da Bíblia.

3.Projeto Missionário Permanente -Este projeto precisa ser concretizado em todas as comunidades de todas as paróquias da Diocese. O Rito de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) diz: “O pré-catecumenato, dedicado ao primeiro anúncio, é o primeiro grau do itinerário da iniciação à vida cristã, o qual em nenhuma hipótese deve ser omitido”. Aos já batizados, a primeira evangelização e o anúncio querigmático assumem as características de reaproximação, reencantamento, redescoberta de Jesus Cristo e da comunidade eclesial (Reinert). Isso requer que sejamos uma Igreja em saída. O ponto de partida da missionariedade é sair, aproximar-se das pessoas. Como fazemos isso? Como está o grupo missionário de cada comunidade?Uma Igreja acolhedora: as pessoas das quais nos aproximamos precisam sentir-se acolhidas. A secretaria paroquial é a porta de entrada que acolhe as pessoas que chegam? Como as pessoas se sentem quando entram na Igreja para participar da celebração? Uma Igreja misericordiosa: somente uma Igreja misericordiosa consegue ser acolhedora; Uma Igreja querigmática: Querigma = primeiro anúncio, não somente no sentido cronológico, mas o anúncio principal (EG, n. 164). “Nada sem missão, tudo com missão”. Sugere-se visita missionária em cada comunidade por ocasião da festa do padroeiro.

4.Família -A família é chamada a ser lugar de iniciação, onde se aprende a rezar e a viver os valores da fé. Pais são os primeiros responsáveis pela iniciação dos filhos. Uma possibilidade é apresentar um itinerário de formação cristã com adultos para os pais e demais familiares (n. 199-204). Como fazer isso? 

-A 43ª Assembleia Diocesana aprovou a implantação em toda a Diocese, de forma gradual, da catequese familiar durante um ano antes de iniciar o processo com as crianças.

-O Batismo das crianças é outra oportunidade para fazer um caminho com os pais e padrinhos (Doc. 107, n. 200-201). A catequese batismal integra o caminho da Iniciação à Vida Cristã. Catequistas do batismo integram o grupo dos demais catequistas da paróquia. 

-Preparação ao sacramento do Matrimônio: “Pode-se adotar um itinerário catecumenal que forneça aos noivos os elementos necessários para poderem celebrar o Matrimônio com as melhores disposições e iniciar com certa solidez a vida familiar”(Doc. 107, n. 203).

-Atenção às famílias: “Partindo de sua situação, podem-se abrir portas para o engajamento, para a experiência de fé, para o serviço na comunidade, ajudando-as a aceitar e viver o amor em sua situação real” (Doc. 107, n. 204).

5.Serviço da vida plena: “O processo de Iniciação à Vida Cristã salienta o processo de interação entre fé e vida que se expressa em conversão, mudança de vida e atitudes ético-sociais (...). Cada interlocutor e toda comunidade tornam-se atentos aos sinais dos tempos, em busca das respostas necessárias a situações existências e sociais” (Doc. 107, n. 135). Isso requer que sejamos uma Igreja samaritana: que se abaixa para socorrer, cuidar e curar os caídos à margem da estrada: as periferias existenciais. “Tem o evangelho no coração e nas mãos e acolhe quem está desnorteado, caminha com as pessoas em situações difíceis, cura feridas” (n. 109). 

Assim se traduz a organização das Pastorais Sociaise Cárita s nas paróquias: com um olhar atento às situações difíceis. 

EDIPA

Cruz Alta, 28 novembro de 2017. 


Publicada em 11/12/2017 às 13:55:57

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